Página 11 · Parte G · Rastreio não fecha diagnóstico

Parte G · Genética · Rastreio × diagnóstico
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"≥35 anos = amniocentese automática" é pegadinha antiga que esta página enterra — idade sozinha não basta.

ObstetríciaRastreio = US + sangue (não invasivo)Diagnóstico = invasivo (agulha)≥35 sozinha caiuAlto risco real: anomalia prévia · perdas de repetição · consanguinidadeItens 148–159
Tópico 1

Não invasivo rastreia; invasivo diagnostica

Investigação genética não é rotina básica MS, mas a disponibilidade de US no 1º quadrimestre aumenta a chance de aparecer em prova e na prática. Rastreamento = não invasivo (não dá diagnóstico definitivo). Diagnóstico = invasivo (agulha no útero). Não invasivo: ultrassom e exame de sangue — não definitivos. Invasivo: coleta dentro do útero → diagnóstico definitivo (cariótipo/material fetal).

Tópico 2

Oferta do rastreio e indicação do invasivo

Em princípio, exame não invasivo deveria ser orientado/ofertado a todas (sujeito a disponibilidade/custo; SUS nem sempre cobre). Exame invasivo tem risco — não é para todo mundo. Invasivo: para rastreio positivo ou alto risco.

Tópico 3

Idade ≥35 sozinha caiu; o que é alto risco de verdade

Só idade materna ≥35 não configura mais, sozinha, indicação de exame invasivo (já caiu como pegadinha antiga). Idade aumenta o risco de malformação/aneuploidia, mas se associa a testes (sangue + US) — idade isolada não basta. História que configura alto risco mais preciso:

  • anomalia congênita em feto prévio ou em um dos pais (hereditária com tendência à repetição);
  • perda gestacional de repetição (pensar anomalia cromossômica);
  • consanguinidade (aumenta distúrbio genético).

Mesmo em alto risco, começa-se pelo não invasivo e a decisão do invasivo é da paciente (consentimento; exames com risco). Situações de alto risco reforçam o pedido do invasivo; a autonomia da gestante permanece.

Pegadinha de prova

"35 anos, amnio de rotina" é o erro: idade sozinha não é indicação; o motor é rastreio + ou alto risco real.

Por que importa na prática

a oferta do rastreio universal não invasivo é o ponto de partida; a decisão do invasivo é da paciente, com consentimento.

Resumo operacional

Não invasivo (US + sangue) rastreia. Invasivo (agulha) diagnostica. Idade ≥35 sozinha: não basta. Alto risco real: anomalia prévia, perdas de repetição, consanguinidade.

Conexão

o primeiro não invasivo do calendário é o US de 11–14 semanas com a translucência nucal.

Cena de aconselhamento genético.
Aconselhamento genético

P11 rastreio × diagnóstico

Foto: NIAID/NIH, domínio público. Arquivo local: media/B11-Geneticcounseling_NIH.jpg.

Rastreio não é diagnóstico Bipartição da genética pré-natal: à esquerda rastreio não invasivo com ultrassom e sangue materno, sem diagnóstico definitivo e ofertado amplamente; à direita diagnóstico invasivo por coleta intrauterina com cariótipo. A passagem do rastreio ao invasivo só se acende com rastreio positivo ou alto risco real. Idade materna de 35 anos ou mais sozinha não basta. Alto risco real inclui anomalia prévia no feto ou nos pais, perdas de repetição e consanguinidade. Mesmo em alto risco, começa-se pelo não invasivo e a decisão do invasivo é da paciente com consentimento. RASTREIO ≠ DIAGNÓSTICO Dois mundos irreconciliáveis · a seta invasiva só acende com positivo ou alto risco real PEGADINHA · ≥35 sozinha ≠ invasivo NÃO INVASIVO RASTREIO não definitivo · US + sangue US Sangue materno bioquímico · NIPT Oferta ampla orientar a todas SUS nem sempre cobre NÃO FECHA DIAGNÓSTICO PASSAGEM só se + / alto risco INVASIVO DIAGNÓSTICO definitivo · material fetal agulha no útero CARIÓTIPO material fetal Só se rastreio + ou alto risco real risco do procedimento · consentimento decisão da paciente · não rotina MS FECHA DIAGNÓSTICO ALTO RISCO REAL anomalia prévia · perdas repetição consanguinidade · reforça invasivo ≥35 SOZINHA NÃO basta para invasivo associa a rastreio · não amnio MESMO EM ALTO RISCO começa pelo não invasivo decisão da paciente ACENDA A SETA · quando o invasivo se justifica Toque um cenário · a passagem acende só se o caso carregar indicação real 1 · US+sangue normais seta apagada 2 · Rastreio positivo seta acende 3 · Alto risco real anomalia prévia / pais 4 · ≥35 sozinha pegadinha · seta não 5 · Perdas / consanguinidade alto risco · seta acende Limpar SETA Escolha um caso A bipartição já ensina sem clique
Rastreio × diagnósticoBipartido: à esquerda rastreio (US + sangue), à direita diagnóstico (agulha); só passa para diagnóstico com rastreio + ou alto risco real.

Quiz

Ultrassom com marcador de aneuploidia:

Gestante 37 anos, rastreio negativo, sem história de risco. Invasivo?