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Imunização do idoso
A imunização é o primeiro braço do eixo de prevenção. Aqui você domina as seis vacinas principais do idoso, os esquemas, as pegadinhas de calendário e a separação entre SUS e rede privada (SBIm).
Ao final desta página você vai saber:
- as seis vacinas principais do idoso;
- o que é SUS e o que é rede privada (SBIm);
- por que a febre amarela pode “afundar” o idoso errado;
- a pegadinha do pneumococo.
Prevenção primária (impedir a doença) e secundária (identificá-la cedo). No idoso, pensam-se seis vacinas principais — e vale conhecer também as de rede privada.
As vacinas que também são do adulto
As que também são do adulto. Hepatite B: importante no idoso porque, embora associada à vacinação infantil, muitos idosos nunca foram vacinados — sem essa atenção de largada, o paciente fica descoberto. Dupla adulto (dT — difteria e tétano): esquema de três doses, com reforço a cada dez anos. Febre amarela: costuma ser dose única (há esquemas em duas doses), indicada em particular ao idoso de alto risco de exposição. E aqui uma pegadinha de conduta: a febre amarela traz risco de evento adverso grave, e o idoso pode afundar com ela — não se vacina o idoso acamado, que não sai de casa e não está em área de risco; indica-se ao idoso que faz ecoturismo, pesca na mata ou realmente se expõe. Hepatite B, dupla adulto e febre amarela são, no fundo, vacinas do adulto também.
As anuais/periódicas
As anuais/periódicas. Influenza: ofertada anualmente ao idoso, que integra os grupos de prioridade. COVID-19: tipicamente anual na população geral, mas para o idoso pode ser indicada a cada seis meses (reforço semestral no idoso 60+).
O pneumococo — atenção à pegadinha
O pneumococo — atenção à pegadinha. Pelo SUS, a vacina pneumocócica é indicada ao idoso asilado (institucionalizado) e com comorbidade — não a qualquer idoso na UBS. O esquema é uma dose de VPP23 (polissacarídica, cobre 23 sorotipos) com um reforço em cinco anos. Grave a pegadinha: é uma dose e um reforço em cinco anos, e acabou — não é se vacinar a cada cinco anos. Na rede privada (SBIm), o esquema preferencial é mais imunogênico: primeiro VPC13 (conjugada, 13 sorotipos, ligada a proteína, resposta imune mais potente), seguida de VPP23 seis a doze meses depois. Alternativa: a VPC15 (conjugada, 15 sorotipos), com esquema muito parecido. E há a VPC20 (conjugada, 20 sorotipos), que não exige o esquema sequencial — pode ser feita em dose única, por facilidade posológica.
As da rede privada (herpes zóster, VSR) e os pneumocócicos conjugados
As da rede privada. Herpes zóster: ofertada a partir dos 50 anos, em duas doses, com poder imune bem interessante (não ofertada no SUS). Vírus sincicial respiratório (VSR): em dose única. (Nota técnica: a proteção é contra os subtipos A e B do VSR — o rótulo popular “sorotipos 1 e 2” é impreciso, mas não muda a conduta.) O esquema mais elaborado da SBIm envolve outras vacinas, mas exige recurso financeiro; o SUS não o oferece por questão de custo-efetividade.
Calendário do idoso — SUS × rede privada (SBIm)
| Vacina | Esquema | Observação |
|---|---|---|
| Hepatite B SUS | esquema adulto | muitos idosos nunca foram vacinados |
| Dupla adulto (dT) SUS | 3 doses + reforço a cada 10 anos | difteria + tétano |
| Febre amarela SUS | geralmente dose única | só se risco de exposição (ecoturismo/mata); idoso acamado fora de área: NÃO |
| Influenza SUS | anual | idoso = grupo de prioridade |
| COVID-19 SUS | anual; idoso 60+ pode ser a cada 6 meses | reforço semestral no idoso |
| VPP23 SUS | 1 dose + 1 reforço em 5 anos | só asilado + comorbidade; não a cada 5 anos |
| VPC13/VPC15 → VPP23 SBIm | conjugada seguida de VPP23 (6–12 m) | mais imunogênico (recruta linfócito T) |
| VPC20 SBIm | dose única | sem esquema sequencial |
| Herpes zóster SBIm | ≥50 anos, 2 doses | não ofertada no SUS |
| VSR SBIm | dose única | proteção contra subtipos A e B |
VPP23 = 1 reforço EM 5 anos, não a cada 5 anos
O que a banca quer
Separar SUS (VPP23 restrita a asilado + comorbidade; 1 reforço em 5 anos) de rede privada (conjugadas, zóster, VSR), e não cair no “a cada 5 anos” do pneumococo.
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Conexão
Vacinar é o primeiro braço da prevenção; o segundo é rastrear — e o que se rastreia muda a cada década de vida.