Dois motivos · anti-recorrência · opcionalidade · quando é obrigatório
1. Dois motivos
O segundo medicamento entra por dois motivos potenciais:
1. Não saiu da crise — fez (e repetiu até o teto) o benzo e a crise continua. 2. Saiu da crise, mas se faz o segundo mesmo assim para impedir a recorrência.
2. O que a estatística favorece
Como estatisticamente o benzo tira muito da crise, o segundo entra mais vezes para anti-recorrência do que para "parar o que o benzo não parou". O segundo também ajuda a parar quando o benzo falhou — os dois papéis existem.
3. Não é profilaxia obrigatória em todo caso
O segundo não é obrigatório como profilaxia em todo caso. Pode dispensar: crise febril que não volta; esqueceu o remédio em casa e não reentra em crise. Se há crises reentrantes, o segundo se faz.
4. Quando é obrigatório
Se a crise não melhorou com benzo (teto), o segundo tem que ser feito. Segundo medicamento não é necessariamente obrigatório como profilaxia — depende da situação vivida.
Benzo (até o teto)
├─ NÃO parou → 2º fármaco OBRIGATÓRIO (para parar)
└─ PAROU
├─ reentrante / reentra? → 2º (anti-recorrência)
└─ não reentra (ex.: febril que não volta;
esqueceu dose e não reentra)
→ 2º NÃO obrigatório
Estatisticamente: 2º mais por recorrência.
Pathway SE fase 1 (benzo) → 2ª linha (ASM). Billington et al. 2016 · J Clin Med · CC BY 4.0 · PMC5039477. 2º após benzo
⚠️ Não confunda
"2º sempre" ≠ "2º quando falhou ou quando reentra".
Por que importa
Evita 2º desnecessário e evita omitir 2º quando a crise não parou ou reentra.
📌 Resumo operacional
2º por falha do benzo (teto)ou por anti-recorrência. Estatisticamente, mais vezes anti-recorrência. Não obrigatório se febril que não volta / esqueceu dose e não reentra; sim se reentrante ou se não parou.
🧠 Quiz
Q1. Benzo no teto; crise continua. Conduta:
Q2. Criança com crise febril que parou com benzo e não voltou. Sobre o 2º: