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Etiologia por idade: o tabelão que muda a conduta

Meta da página: ao final, você sai com cinco marcas — (1) neonatal nunca é “normal”; (2) 6 meses–5 anos e febril ≠ epilepsia; (3) 5–12 anos é genética; (4) adulto/idoso investiga; (5) RM é a imagem estrutural do eixo.

A etiologia pode ser lida por patogênese ou por estrutura, mas o eixo prático de prova e de generalista é por idade. É ele que organiza o diagnóstico diferencial e manda na conduta — inclusive quando a imagem entra ou não.

Tabelão âncora · etiologia por idade Satélite → crise febril

Etiologia dominante por faixa etária — objeto que retorna na plataforma.
FaixaCausa dominanteConduta-chave
NeonatalMetabólica / infecção congênita / malformação / anoxiaInvestigar sempre
6 m–5 aCrise febril (≠ epilepsia)Algoritmo no satélite pediátrico
5–12 aGenética / autolimitadaImagem nem sempre necessária
AdultoSecundária (TCE, droga, NCC…)Investigar + RM
IdosoAVE isquêmico (cicatriz) / tumorRM

Eixo prático: por idade

A etiologia pode ser por patogênese/estrutura; o eixo prático de prova e do generalista é por idade. Separar por idade ajuda conduta e DDx.

Neonatal e 6 meses–5 anos

Neonatal: crise não é esperada — algo errado (metabólico, infecção congênita, malformação, anoxia periparto) → investigação. 6 meses a 5 anos: o principal motivo disparado é a crise febril.

Regra de ouro / semente satélite: crise febril não é epilepsia — o algoritmo (simples × complexa, punção lombar, 6 h, anti-profilaxia) é do satélite pediátrico; aqui fica só a semente. Não pense AED contínuo por crise febril.

5–12 anos genética / adulto investiga

5 a 12 anos: domina a causa genética; crianças em geral com neurodesenvolvimento preservado; crises muitas vezes autolimitadas com maturação/mielinização. A epidemiologia é bimodal: picos em criança e idoso; o adulto tem menor carga.

Crise no adulto → “algo errado” (sequela de TCE, droga, NCC…) → investigação. Criança (exceto neonatal) com desenvolvimento normal e crises sem prejuízo evolutivo → causas frequentemente benignas; imagem nem sempre necessária. Adulto em diante → secundárias; a imagem entra.

Idoso: AVE e tumor

Idoso: o principal motivo de crise de início é o AVE, sobretudo isquêmico (o hemorrágico é possível, mas menos comum como padrão). O padrão mais comum: o AVE isquêmico deixa cicatriz → foco → epilepsia depois (abrir o AVE com crise até pode, mas não é o padrão). Tumor tem prevalência maior no idoso → reforça a imagem.

RM

A melhor imagem estrutural no eixo é a ressonância magnética.

Linha etária que muda a conduta na crise Mapa de vida em cinco faixas etárias com a causa dominante e a conduta típica: neonatal nunca é normal e pede investigação; 6 meses a 5 anos com semente de crise febril distinta de epilepsia; 5 a 12 anos com genética e crises autolimitadas; adulto exige investigação e imagem; idoso prioriza AVE e tumor com ressonância magnética. EPIDEMIOLOGIA · EIXO ETÁRIO Linha etária que muda a conduta Idade organiza DDx e investigação — mapa de vida, não tabela Febril ≠ epilepsia · idoso ≠ genética NASCIMENTO ENVELHECER Investiga já Semente febril Genética / autolimitada AVE / tumor → RM Neonatal nunca “normal” ! 6 m – 5 a febril ≠ epilepsia 5 – 12 a genética / autolimitada Adulto investiga + imagem ! Idoso AVE / tumor → RM ! Cinco faixas · uma regra Hover em cada marco. Idade muda a causa dominante e a agressividade da investigação. Neonatal e adulto/idoso pedem trabalho etiológico; febril é semente, não carimbo de epilepsia. Teal = eixo etário · Ouro = semente febril · Coral = AVE/tumor no idoso · RM = melhor imagem estrutural Investigação agressiva Semente febril Andar a linha Reset Melhor imagem estrutural do eixo: ressonância magnética · sem algoritmo febril completo nesta peça
Linha etária das causas — neonato, lactente, criança, adulto e idoso, cada um com a causa dominante. A imagem estrutural (RM) entra quando a idade pede.
Tomografia de crânio mostrando infarto crônico na região parietal alta esquerda, sequela cicatricial de AVE isquêmico — causa comum de epilepsia de início no idoso.
TC — infarto crônico parietal esquerdo: a cicatriz do AVE isquêmico que vira foco epileptogênico no idoso. É o porquê de a RM ser inegociável nessa faixa. Cerevisae, 2022 · CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia Commons · fonte

Resumo operacional

A idade organiza DDx e conduta; febril não é epilepsia (algoritmo no satélite); RM no adulto/idoso.

Checklist da página

  • Neonatal com crise nunca é “normal” — investigar.
  • 6 m–5 a: febril é o principal disparador e não é epilepsia.
  • 5–12 a: genética, autolimitada; imagem nem sempre.
  • Adulto/idoso: secundária (AVE, tumor, TCE, NCC) — RM.
  • RM é a melhor imagem estrutural do eixo.

Quiz

1. Primeira crise em idoso sem febre; melhor reflexo etiológico de porta:

2. Sobre a crise febril na faixa 6 m–5 a:

Conexão

Classificar a crise pelo início é o que destrava o tratamento — e evita o erro de chamar de generalizada pelo fim.