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Anamnese, ponta-onda e quando a RM é inegociável

Quando o vídeo-EEG mata o diagnóstico — e quando a RM é inegociável?

O diagnóstico da epilepsia começa na história e numa testemunha, confirma-se no traçado e, conforme a idade e o exame neurológico, completa-se na imagem. Há um achado do EEG que confirma e um achado que exclui — e ambos mudam a conduta.

Anamnese e testemunha

A base é a anamnese — o que foi dito, se machucou, se havia testemunha e, sobretudo, como começou (focal vs generalizada). O relato do começo é o que classifica; o que se vê no fim é o que engana.

EEG / vídeo-EEG e ponta-onda

O EEG / vídeo-EEG tem arritmia clássica: o complexo ponta-onda. Várias epilepsias têm EEG característico (detalhado nas síndromes). O vídeo-EEG é a monitorização (ex.: 24 h) com câmera; se, durante o evento, há ponta-onda → confirma crise epiléptica.

Pseudocrise · movimento sem arritmia

A pseudocrise / conversiva / psiquiátrica é movimento sem arritmia epiléptica no EEG — um diagnóstico diferencial importante e, muitas vezes, mais difícil de manejar que a própria epilepsia. O vídeo-EEG do evento é o que separa: a tela mostra o movimento, o traçado mostra se há — ou não — descarga epiléptica.

RM por idade e exame neurológico

A imagem (RM) entra quando: criança com suspeita de lesão / exame neurológico alterado; adulto e idoso — buscar foco estrutural. Na criança com desenvolvimento normal e crise sem prejuízo, a imagem nem sempre é necessária; no adulto em diante, ela é inegociável.

Tríade diagnóstica — anamnese, EEG, RM condicional Escada de poder diagnóstico da crise: anamnese com início, testemunha e pós-ictal na base; EEG e vídeo-EEG no meio com ponta-onda e correlação clínico-gráfica; RM no topo, inegociável no adulto ou idoso e na criança com red flags ou lesão, e nem sempre na criança típica genética. Interação alterna cenários e mostra quando a RM sobe de opcional a obrigatória. Pseudocrise: movimento sem correlação eletrográfica. Tríade que fecha o diagnóstico Anamnese → EEG / vídeo-EEG → RM condicional Adulto / idoso Criança típica genética Red flags / lesão / DNPM Pseudocrise 1 · BASE Anamnese Como começou classifica · testemunha · pós-ictal Início Testemunha Pós-ictal 2 · TRAÇADO EEG / vídeo-EEG ponta-onda 3 · TOPO CONDICIONAL RM de crânio Adulto/idoso e red flags: inegociável · genética típica: nem sempre Inegociável neste cenário LEITURA DO CENÁRIO Escolha um cenário Passe nos degraus ou nos chips. História no chão · traçado no meio RM no topo, só quando o caso pede. STATUS DA RM — VÍDEO-EEG Captura o evento = fecha Escada de poder: anamnese fundamenta · EEG/vídeo-EEG prova · RM localiza quando a idade ou a lesão exigem Tríade
Tríade diagnóstica — anamnese (com testemunha) → EEG/vídeo-EEG (ponta-onda) → RM (condicional à idade e ao exame). O pseudocrise é o movimento que não passa pelo meio.
Traçado de EEG multipolar com complexos ponta-onda generalizados a cerca de 3 por segundo, recorte de 35 segundos, assinatura eletrográfica do complexo ponta-onda.
EEG — complexo ponta-onda generalizado ~3/s: a arritmia clássica que o vídeo-EEG procura durante o evento para confirmar a crise epiléptica. _moep_ · domínio público (PD-ineligible) · via Wikimedia Commons, File:35s_SWK_REM.png · fonte

Resumo operacional

História (início!) + EEG; RM em adulto/idoso e criança com lesão/EN alterado.

Por que importa

Tratar pseudocrise com AED é iatrogenia; deixar a RM de lado no adulto é perder a causa estrutural que mudaria tudo.

Quiz

1. Evento motor sem ponta-onda no registro de vídeo-EEG do evento:

2. Adulto com 1ª crise; exame neurológico normal. Imagem estrutural preferencial no eixo:

Conexão

Fechado o diagnóstico de trabalho, a pergunta deixa de ser “o quê” e passa a ser “quando” medicar.