Meta + checklist · Pág. 20 de 20

Banco II — ausência, TCG adulto, DDx e fronteiras do eixo

Meta da página: ao final, você fecha a espinha com cinco marcas — (1) ausência + etosuximida; (2) TCG no adulto manda investigar; (3) síncope × psicogênica; (4) status e febril têm donos próprios no eixo; (5) os objetos que ficam.

A última página fecha o primeiro bloco da epilepsia: conceitos → síndromes → questões. Aqui voltam a ausência, a primeira crise do adulto e o diagnóstico diferencial de porta — e as duas fronteiras que não são desta aula.

Caso · menina de 8 anos

Desligamentos várias vezes/dia na escola; olhar fixo 10–15 s; retoma como se nada; sem queda, abalos ou confusão pós; DNPM normal; EN normal.

Dx: ausência infantil / pequeno mal · 1ª escolha: etosuximida

Caso · mulher de 45 anos

Perda abrupta de consciência, rigidez e movimentos tônico-clônicos ~1 min; sonolenta ~30 min; ECG, glicemia, PA e FC normais (glicemia 102).

Crise epiléptica → EEG + neuroimagem

Caso ausência + ETX

Menina de 8 anos: desligamentos várias vezes/dia na escola; olhar fixo 10–15 s; retoma como se nada; sem queda, abalos ou confusão pós; DNPM normal; EN normal. Dx: ausência infantil / pequeno mal. 1ª escolha entre opções: etosuximida.

TCG adulto → investigar

Mulher de 45 anos sem comorbidades: perda abrupta de consciência, rigidez e movimentos tônico-clônicos ~1 min; sonolenta ~30 min; ECG, glicemia, PA e FC normais. Hipoglicemia descartada (ex.: glicemia 102).

Conduta/hipótese correta no discurso: crise epiléptica → investigação neurológica com EEG e neuroimagem (adulto).

  • AVC isquêmico + trombólise: sem déficit residual e sem fatores de risco no caso — não.
  • Síncope cardiogênica + marcapasso: ritmo/FC normais; a síncope recobra rápido, sem pós-ictal longo típico.

Síncope × psicogênica

Regra de ouro: a crise psicogênica é um DDx importante, mas de exclusão; com padrão clássico de TCG, não se aposta nela primeiro.

Tabela · TCG × síncope × psicogênica

Diagnóstico diferencial de porta.
TCGSíncopePsicogênica
Inícioabrupto neurológicoprodromos / cardíaco variávelvariável
Motortônico-clônicopode ter abalos brevespode mimetizar
Póspós-ictal prolongadorecuperação rápidavariável
Statusdiagnóstico de trabalho se clássicoFC / ECGexclusão

Fronteiras status e febril

Fecha-se o primeiro bloco da epilepsia (conceitos → síndromes → questões).

Fronteira status: o próximo bloco do eixo é o estado de mal epiléptico / lidar com a crise na frente — tempos 5/30, vias de benzo, fenitoína, refratário, exceções (dono: plataforma de status).

Fronteira febril: o eixo febril completo permanece no satélite pediátrico.

Fronteira · status (manejo em curso) Fronteira · crise febril (satélite pediátrico)

Objetos que ficam no eixo

Os objetos que nascem nesta espinha e persistem na plataforma:

def-epilepsia-3vias etiologia-por-idade inicio-classifica tabelao-aed-por-crise febril-não-é-epilepsia

Objeto que não nasce aqui: tempos-status-5-30 (dono do bloco de status). A espinha conceitual fecha aqui; status e febril têm donos próprios no eixo.

TCG × síncope × psicogênica — fronteiras do eixo Três destinos de perda de consciência na rua: crise tônico-clônica generalizada com rígido-clônico e pós-ictal; síncope com prodromo, queda flácida e recuperação rápida; crise psicogênica não epiléptica como hipótese tardia com motor assíncrono e olhos fechados. Pills de fronteira para status epiléptico e crise febril sem invadir o miolo. Objetos persistentes: três vias, etiologia por idade, início classifica, tabelão de FAE. SÍNTESE · EIXO EPILEPSIA Apagou na rua — três destinos TCG × síncope × psicogênica · fronteiras honestas · objetos que ficam Queda Motor Duração Recuperação Olhos Limpar Cena única pessoa desaba na via · três ramos · uma pergunta: o que a semiologia permite? DESTINO 1 TCG tônico → clônico → pós-ictal queda rígida · trauma Motor: tônico sustentado → clônicos Tempo típico: 1–2 min (nuance 1–3) Pós-ictal: confusão / sono / amnésia Mordedura lateral · cianose possível DESTINO 2 Síncope prodromo → flácido → reorientação queda flácida · segundos Prodromo: palidez, suor, tontura LOC breve · motor flácido / mioclonias Reorientação rápida · sem pós-ictal Gatilho: ortostase, dor, calor, emoção DESTINO 3 Psicogênica não epiléptica · hipótese tardia FECHADOS assíncrono · não apostar cedo Motor: assíncrono, ondulante, pélvico Olhos fechados · resistência comum Prolongada · sem confusão real típica Hipótese tardia · não fecha sozinha FRONTEIRAS · NÃO INVADIR A9 Status epiléptico semente · >5 min = outro jogo · sem doses A10 Crise febril ≠ epilepsia · semente · sem algoritmo 1ª 1ª crise no adulto investigar · ponte P7/P11 · não fechar cedo OBJETOS QUE FICAM 3 vias Etiologia × idade Início classifica Tabelão AED MAPA Hover nos três destinos · pills apontam para fora · objetos fecham a espinha — —
DDx triplo + pills de fronteira — TCG, síncope e psicogênica lado a lado, com as duas portas que saem desta aula (status e febril). O banco fecha a espinha.
SOP / porta de 1ª crise epiléptica no adulto (fluxograma educacional)
SOP — 1ª crise epiléptica no adulto: o caminho que a mulher de 45 anos percorre — história, diferenciais, EEG e neuroimagem. É o porquê de o adulto com TCG mandar investigar. Bösel, Neurol Res Pract 2019 · CC BY 4.0 · PMC7650127, Fig. 1 · fonte

Resumo operacional

Fecha a espinha conceitual; status e febril têm donos próprios no eixo.

Checklist da página

  • Ausência + etosuximida fecha o caso da menina.
  • TCG no adulto manda investigar (EEG + neuroimagem).
  • Síncope recobra rápido; TCG tem pós-ictal longo.
  • Psicogênica é de exclusão — não apostar primeiro no clássico.
  • Status e febril são fronteiras com donos próprios.

Quiz

1. Menina de 8 anos, dezenas de desligamentos curtos/dia, EN normal; 1ª escolha entre opções clássicas:

2. Mulher de 45 anos, TCG ~1 min, pós-ictal 30 min, ECG e glicemia normais:

3. Pós-ictal longo favorece mais:

Fechamento

A espinha da epilepsia termina aqui: do desligar do João ao DDx de porta. As fronteiras — manejo da crise em curso e crise febril — têm donos próprios no eixo.