PÁGINA 3 · DADO DE PROVA + PROTOCOLO

Surto de EM: o grama e os dias

~85% dos casos que interessam à conduta de surto/manutenção estão na forma remitente-recorrente — e o PCDT do SUS já organiza a prova. Surto = corticoide; padrão-ouro: metilprednisolona 1 g IV × 3–5 dias; falha → plasmaférese.

Escada de conduta no surto de esclerose múltipla Três degraus: metilprednisolona IV 1 g por 3 a 5 dias, prednisona oral como alternativa e plasmaférese na falha, segundo o PCDT SUS. ESCADA VERTICAL DE CONDUTA NO SURTO DE ESCLEROSE MÚLTIPLA 1ª Linha (PCDT): Pulsoterapia IV 1 g × 3–5d. Oral: Alternativa (menor evidência). Resgate: Plasmaférese na falha. PCDT SUS BRASIL FORMA RR ≈ 85% ESCALADA NA FALHA DEGRAU 3 RESGATE (FALHA TERAPÊUTICA) PLASMAFÉRESE (PLEX) Indicada se o surto NÃO RESOLVE com corticoide Resgate se o surto não resolve com corticoide (sem esquema posológico inventado) DEGRAU 2 OPÇÃO / MENOR EVIDÊNCIA PREDNISONA ORAL Possível em alta dose, mas com MENOR EVIDÊNCIA Reservada para impossibilidade de acesso IV imediato DEGRAU 1 PREFERENCIAL / MAIOR EVIDÊNCIA METILPREDNISOLONA IV 1 g / dia IV × 3 a 5 dias 1ª escolha absoluta para induzir remissão do surto agudo PAINEL DE DECISÃO CLÍNICA & PROVA 1. Metil IV (1g) 2. Prednisona Oral 3. Plasmaférese PADRÃO-OURO / PCDT SUS Pulsoterapia com Metilprednisolona Tratamento de primeira escolha para reversão rápida da disfunção neurológica no surto agudo de EM. DOSE FIXA PROVA 1 g / dia (IV) DURAÇÃO EXATA 3 a 5 dias ALTERNATIVA (MENOR EVIDÊNCIA) Corticoterapia Oral (Prednisona) Aceita em diretrizes quando há impossibilidade total de infusão venosa, mas apresenta menor robustez de dados em relação à pulsoterapia intravenosa padrão. Atenção: Na prova de Residência, a preferência é SEMPRE IV. SURTO REFRATÁRIO / RESGATE Plasmaférese Terapêutica (PLEX) Indicada formalmente quando o paciente apresenta deficit grave que NÃO respondeu à pulsoterapia IV inicial. INDICAÇÃO DE RESGATE Plasmaférese se falha do corticoide — sem esquema de sessões inventado ! ARMADILHAS DE PROVA DE RESIDÊNCIA NUNCA use DMD de manutenção no surto! Natalizumab, Fingolimod, Ocrelizumab são para P4 (prevenção). Doses além de 1g/d ou >5 dias? ERRADO! O PCDT crava estritamente 1 g IV por 3 a 5 dias. Falha de resposta ao Corticoide? Indique Plasmaférese (PLEX). Não insista em corticoide.
Escada vertical — clique nos degraus (Metilpred IV → Prednisona Oral → Plasmaférese) ou nas abas do painel direito para ver cada passo da decisão.

Escada de conduta no surto de EM: metilpred IV, prednisona oral e plasmaférese.

Como ler a escada

Degrau 1 (verde) é o padrão-ouro do PCDT. Degrau 2 (âmbar) é a alternativa oral com menor evidência. Degrau 3 (coral) é o resgate por plasmaférese na falha. A régua visual é: não troque o surto por DMD de manutenção; se não resolveu, escale, não insista no corticoide.

Ressonância magnética axial de encéfalo em ponderação T2 mostrando hiperintensidades de substância branca periventriculares e juxta-corticais típicas de esclerose múltipla; seta vermelha aponta uma lesão.
RM axial T2 — lesões desmielinizantes típicas de EM (periventricular / juxta-cortical). Seta aponta uma lesão em hipersinal.

James Heilman, MD · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 · fonte

O que esta RM ancora

Marca o território da EM (lesões de substância branca periventriculares e juxta-corticais, hipersinal em T2). Não é a peça do protocolo — o protocolo (1 g × 3–5 d IV; plasma na falha) está na escada de conduta e no cartão de protocolo.

Por que o tratamento da EM ganhou especificação

Existe protocolo clínico de diretrizes terapêuticas (PCDT) do SUS para esclerose múltipla — e esse protocolo já aparece em prova. Não é “detalhe administrativo”: é a grade que a banca e o sistema usam.

A forma que interessa

Para conduta de surto e manutenção, a forma central é a remitente-recorrente (surto-remissão): cerca de 85% dos casos — a grande característica epidemiológica de prova.

Surto: corticoide

Em surto, o tratamento é corticoide. Preferencialmente metilprednisolona 1 g por 3 a 5 dias. Esquema oral com prednisona é possível, mas a maior evidência permanece no esquema IV de metilprednisolona (1 g × 3–5 dias).

Se não resolver

Surto que não resolve com corticoide → plasmaférese.

Quiz

Q1. Conduta preferencial de surto de EM no recorte de prova/PCDT:

Gabarito: B. Surto = corticoide; preferência e maior evidência no metilpred 1 g × 3–5 d IV.

(A) (C) são lógicas de manutenção/DMD, não de surto agudo. (D) inverte: oral é possível, IV tem mais evidência.

Por que cair na C: misturar “droga potente de EM” com fase de surto.

Quiz

Q2. Forma clínica que concentra a maior parte dos casos e organiza o raciocínio de surto/manutenção:

Gabarito: B. RR ≈ 85% é a grande característica citada para conduta.

(A) (C) (D) trocam o rótulo da forma ou o momento epidemiológico.

Por que cair na A/C: confusão de nomes de formas de EM em prova.

Quiz

Q3. Surto que não resolve com corticoide em alta dose. Próximo passo no recorte:

Gabarito: B. Falha de corticoide no surto → plasmaférese.

(A) território de MG, não de surto de EM. (C) (D) abandonam a 2ª linha do surto.

Por que cair na A: contaminação com tratamento de placa/MG.