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Exame dirigido pela hipótese

O exame depende da suspeita

HSA→TC; tumor→RM+C; meningite→PL; dengue→NS1 — não existe exame único da cefaleia.

P09E5exame dirigido4 raias

Não existe exame universal

O exame a pedir depende da suspeita — não existe um único “exame de cefaleia” universal. Investigação complementar nas secundárias é dirigida pela hipótese, não por painel cego.

Quatro pares suspeita → exame

Suspeita de hemorragia subaracnoide → TC de crânio sem contraste (para ser mais rápido). Suspeita de tumor → ressonância magnética com contraste. Suspeita de meningite → punção lombar. Suspeita de dengue (exemplo sistêmico) → exame etiológico do tipo NS1.

Limite clínico

Os quatro pares definem o exame inicial conforme a suspeita; etapas posteriores dependem do protocolo e do contexto clínico.

Função da abordagem sindrômica

A abordagem sindrômica da cefaleia organiza o raciocínio em prova e na prática antes de aprofundar cada hipótese específica. É compacta, mas ancora a triagem.

Fluxograma clínico da investigação de hemorragia subaracnóidea, iniciando pela tomografia de crânio e indicando a continuidade diagnóstica quando a suspeita persiste apesar de uma TC não confirmatória.
Imagem real Suspeita de HSA → TC de crânio primeiro; se a TC não confirma e a suspeita persiste, a investigação continua. A investigação não é “genérica da cefaleia”. Patel S, Parikh A, Okorie ON. Figure 2 from “Subarachnoid hemorrhage in the emergency department”. International Journal of Emergency Medicine. 2021;14:31. https://doi.org/10.1186/s12245-021-00353-w. CC BY 4.0.
Exame complementar dirigido pela suspeita Quatro raias relacionam suspeita de hemorragia subaracnoide a tomografia sem contraste, tumor a ressonância com contraste, meningite a punção lombar e dengue ao teste NS1. NEUROLOGIA & EMERGÊNCIA · MAPA DE DECISÃO EXAME DIRIGIDO PELA SUSPEITA CLÍNICA LEGENDA DE INTERPRETAÇÃO: Não existe "TC de rotina" universal. A propedêutica é estritamente f(suspeita clínica). REGRA DA PROVA DE RESIDÊNCIA EXAME = f(SUSPEITA CLÍNICA) Pedir TC indiscriminada é erro de conduta SELECIONE OU PASSE O MOUSE EM UMA DAS 4 RAIAS PARA ANALISAR O PROTOCOLO ESPECÍFICO: 01 SUSPEITA: HSA (Hemorragia Subaracnóide) Cefaleia em trovoada (thunderclap), súbita, intensidade máxima em <1 min ("pior da vida") INDICAR TC DE CRÂNIO SEM CONTRASTE Sensibilidade >95-98% nas primeiras 6h 02 SUSPEITA: TUMOR / PROCESSO OCUPADOR (HPIC) Progressiva (semanas/meses), déficit focal, desperta à noite, piora com Valsalva / papiledema INDICAR RM DE CRÂNIO COM CONTRASTE Gadolínio evidencia realce e edema 03 SUSPEITA: MENINGITE / INFECÇÃO DO SNC Triade clássica: Febre + Cefaleia + Sinais de irritação meníngea (Kernig, Brudzinski, rigidez) INDICAR PUNÇÃO LOMBAR (LCR) Estudo quimiocitológico e bacterioscópico 04 SUSPEITA: DENGUE / CEFELEIA FEBRIL SISTÊMICA Cefaleia holocraniana/retro-orbitária + Febre alta + Mialgia/Artralgia intensa + Exantema INDICAR ANTÍGENO NS1 / SOROLOGIA NS1 (1º ao 5º dia) / IgM (>6º dia) PAINEL DE ANÁLISE CLINICO-PROPEDÊUTICA HSA TUMOR MENINGITE DENGUE HSA: TC de Crânio sem Contraste (Fase Aguda) JUSTIFICATIVA FISIOPATOLÓGICA & ACHADO: O sangue agudo no espaço subaracnóide é espontaneamente HIPERDENSO (brilhante) na TC. PEGADINHA DA PROVA DE RESIDÊNCIA: NUNCA injete contraste na TC inicial para investigar HSA. O contraste iodado intravascular pode simular ou mascarar o sangramento agudo na cisterna! TUMOR: RM de Crânio COM Contraste (Gadolínio) JUSTIFICATIVA FISIOPATOLÓGICA & ACHADO: A RM possui resolução espacial superior em fossa posterior e parênquima. O Gadolínio é essencial para avaliar a quebra da barreira hematoencefálica. PEGADINHA DA PROVA DE RESIDÊNCIA: Uma TC sem contraste normal NÃO exclui neoplasia cerebral incipiente ou lesões de tronco/cerebelo. A RM com Gadolínio é o padrão-ouro indispensável. MENINGITE: Punção Lombar (LCR) JUSTIFICATIVA FISIOPATOLÓGICA & ACHADO: O diagnóstico confirmatório e etiológico exige análise liquórica (pleocitose, neutrófilos vs linfócitos, hipoglicorquia e bacterioscopia/PCR). PEGADINHA DA PROVA DE RESIDÊNCIA: TC de crânio é normal na maioria das meningites puras! TC só deve anteceder a PL se houver sinal focal, papiledema, rebaixamento de consciência ou imunocomprometimento. DENGUE: Antígeno NS1 / Sorologia JUSTIFICATIVA FISIOPATOLÓGICA & ACHADO: A cefaleia retro-orbitária é sintoma de doença sistêmica virótica. A investigação é laboratorial (antigenemia NS1 na 1ª semana ou IgM após 6º dia). PEGADINHA DA PROVA DE RESIDÊNCIA: Solicitar TC de crânio em suspeita clara de Dengue/arbovirose sem sinais de alarme neurológico gera custos desnecessários, radiação e atrasa a hidratação venosa/oral. ! ERROS MAIS FREQUENTES Pedir TC "de rotina" na Dengue Exame zerado; atrasa conduta sistêmica. RM sem contraste para Tumor Subestima lesões e neovascularização. Achar que TC substitui PL TC em meningite serve só pra afastar HPIC. MEMORIZE PARA A PROVA: Cada suspeita exige o seu exame específico. RACIOCÍNIO CLÍNICO · cada suspeita exige o exame correspondente Toque ou passe o mouse para alternar entre as raias
Ilustração Quatro raias exame-por-suspeita: HSA→TC · tumor→RM+C · meningite→PL · dengue→NS1. Toque nas raias para ver o porquê.

Quiz — fixação

  1. Suspeita de HSA — primeiro exame:

  2. Suspeita de tumor — exame preferencial:

  3. A regra-mãe da investigação na secundária: