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95% germinativosPico 20–40 anosDireto na prova

De cada 100 cânceres de testículo, 95 são tumores de células germinativas. O resto é tão raro na vida quanto na prova — por isso, quando o enunciado falar em câncer de testículo, pense germinativo e siga em frente.

Câncer de testículo: o tumor do homem jovem

A regra dos 95%: quase tudo é tumor de célula germinativa

O câncer de testículo é um assunto vasto na vida e estreito na prova: as questões caem parecidas e diretas. O ponto de partida é a histologia geral. A grande maioria — 95% dos casos — é tumor de células germinativas. Existem, sim, os não-germinativos: tumores linfoides, neoplasias de cordão sexual (estromais), tumores hematopoiéticos, tumores de ducto coletor. Mas são raríssimos na vida e raríssimos na prova. Vale saber que existem para um eventual verdadeiro-ou-falso no histopatológico de um paciente já operado — nada além disso. Para tudo que importa: células germinativas.

Cem cânceres de testículo, empilhados. O bloco teal são os 95% germinativos — o que importa. A faixa fina no topo são os 5% raros, partidos nos quatro tipos. Clique, toque ou foque cada bloco.
Proporção dos cânceres de testículo: 95% germinativos e 5% não-germinativos Barra vertical única representando 100% dos cânceres de testículo. O bloco inferior, alto, em teal, corresponde aos 95% de tumores de células germinativas. A faixa estreita no topo, em coral, corresponde aos 5% não-germinativos, subdividida em quatro fatias clicáveis: linfoide, de cordão sexual ou estromal, hematopoiético e de ducto coletor. Quando o enunciado diz "câncer de testículo", pense germinativo. 100% dos casos, do chão ao teto · clique em cada faixa 100% 0% 95% células germinativas seminoma · não-seminoma 5% não-germinativos → linfoide · estromal · hematopoiético · ducto coletor
Clique numa faixa

O bloco teal é a resposta de prova; as quatro fatias coral no topo são os raros que só servem a um verdadeiro-ou-falso. Toque cada um para ver o porquê.

Gráfico de pizza dos tumores testiculares por tipo: os subtipos germinativos (seminoma, misto, saco vitelínico, teratoma, embrionário) ocupam a maior parte; linfoma, leucemia e Sertoli ficam na fatia menor dos não-germinativos.
Achado: gráfico de distribuição por tipo histológico — a fatia germinativa (seminoma + misto + saco vitelínico + teratoma + embrionário) domina o disco e empurra para a margem os não-germinativos (linfoma, leucemia, Sertoli). Repare na desproporção: é a tradução visual da regra dos 95% germinativos, e o motivo de a banca quase nunca cobrar os raros como diagnóstico principal. Mikael Häggström, M.D., via Wikimedia Commons. CC0 (domínio público). Ver fonte.

A faixa etária que entrega o diagnóstico

O segundo dado que o enunciado sempre entrega é a idade. Homem, com pico de incidência entre 20 e 40 anos. Mais que isso: nessa faixa, é a neoplasia sólida maligna mais comum. Repare no contraste — a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata são doenças do homem acima dos 60; o tumor de testículo é do jovem. Pode aparecer mais cedo? Entre 15 e 19 anos ele já é o segundo tumor mais comum, perdendo só para as leucemias. Mas o cenário clássico de prova planta o paciente entre 20 e 40. Guarde essa âncora: idade jovem + as pistas das próximas linhas e a luz vermelha já acende.

Quiz — fixação

  1. Sobre a histologia do câncer de testículo, qual afirmativa está correta?

  2. O câncer de testículo é mais comum em homens acima dos 60 anos, à semelhança do câncer de próstata.

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Criptorquidia 4–6×Contralateral até 2×Família: irmão > pai

O testículo que não desceu para a bolsa carrega risco 4 a 6 vezes maior de virar câncer. É o fator de risco mais clássico do enunciado — e quase nunca falta na questão.

Criptorquidia e a hierarquia de risco

O grande fator do enunciado: criptorquidia

O fator de risco soberano é a criptorquidia — o testículo que não desceu de forma natural para a bolsa escrotal e ficou retido, em geral no abdome. Esse testículo criptorquídico tem risco 4 a 6 vezes maior de desenvolver câncer. Clássico, clássico, clássico: homem jovem com história de criptorquidia no enunciado é luz vermelha piscando.

O contralateral também sobe — por isso avalio os dois

E tem um detalhe que a banca adora. Não é só o testículo que não desceu que corre risco. O outro testículo, o que desceu normalmente, também carrega risco maior que a população geral — pode chegar a 2 vezes. Por isso a regra prática vale ouro: na hora de investigar, avalio o testículo suspeito e sempre o contralateral. Avaliar os dois lados não é zelo excessivo — é a associação bilateral cobrando atenção.

A hierarquia familiar e a história pessoal

A história familiar entra em escala. Irmão com câncer de testículo eleva o risco 8 a 12 vezes; pai acometido, 2 a 4 vezes — o irmão pesa mais que o pai. E a história pessoal fecha o quadro: quem já teve câncer de testículo, com ou sem passado de criptorquidia, tem 12 vezes mais risco de desenvolver no contralateral. Some tudo: idade jovem + criptorquidia no enunciado já entrega insumo de sobra para pensar no diagnóstico.

A hierarquia do risco, em degraus. O chão é a população geral (1×). Cada degrau sobe pelo múltiplo do fator. Repare: o irmão pesa mais que o pai. Clique, toque ou foque cada barra.
Escada de risco relativo para câncer de testículo Cinco barras de altura crescente comparando o risco relativo à população geral, fixada em uma vez. Da menor para a maior: testículo contralateral cerca de duas vezes, pai acometido de duas a quatro vezes, criptorquidia de quatro a seis vezes, irmão acometido de oito a doze vezes, e história pessoal de tumor prévio doze vezes. Cada barra é clicável. O irmão pesa mais que o pai — e a criptorquidia abre a lista. risco × população geral (1×) · clique em cada degrau 1× base ~2× contralateral 2–4× pai 4–6× criptorquidia 8–12× irmão 12× tumor prévio
Clique num degrau

Os degraus teal (contralateral, pai) sobem pouco; os coral (criptorquidia, irmão, tumor prévio) sobem muito. Toque cada barra para ver o múltiplo e a razão prática.

Tomografia com contraste, homem de 37 anos: testículos retidos na região inguinal bilateralmente, bolsa escrotal vazia.
Achado: testículos inguinais bilaterais à TC com contraste, escroto vazio — o fator de risco mais cobrado da aula. Hellerhoff, via Wikimedia Commons. CC BY-SA 4.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. Qual situação confere o MAIOR aumento de risco relativo para câncer de testículo?

  2. Diante de um tumor em um testículo, basta avaliar o testículo acometido.

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Seminomatoso (mais comum)Não-seminomatoso (misto)4 componentes

Por que, quando o tumor é não-seminomatoso, ele quase nunca aparece com um único tipo histológico?

Os dois subtipos germinativos

Dois ramos do germinativo: seminoma e não-seminoma

Dentro dos tumores de células germinativas há dois grandes subtipos. Os seminomatosos, muito mais comuns, e os não-seminomatosos. Essa divisão importa porque ela muda quais marcadores tumorais o paciente vai expressar — e marcador é o que decide boa parte das questões de diagnóstico.

Por que o não-seminomatoso quase sempre é misto

A pegadinha do não-seminomatoso é que ele dificilmente vem com um subtipo só: é muito comum ser misto, com mais de um componente histológico no mesmo tumor. Carcinoma embrionário junto de coriocarcinoma; teratoma junto de tumor do saco vitelínico. Essas combinações são a regra, não a exceção. Para a prova, basta reconhecer: seminomatoso costuma ser mais "puro"; não-seminomatoso costuma ser misto.

Dois ramos, um deles sempre misturado. O seminoma tende a vir puro; o não-seminoma quase nunca — costuma juntar mais de um componente. Clique, toque ou foque cada nó.
Classificação dos tumores germinativos do testículo Diagrama em árvore. No topo, o nó tumor de células germinativas. Desce para dois ramos: seminomatoso, mais comum e tendente a puro, em teal; e não-seminomatoso, tendente a misto, em coral. Sob o não-seminomatoso, quatro folhas representam os componentes que se combinam no mesmo tumor: carcinoma embrionário, coriocarcinoma, teratoma e tumor do saco vitelínico. Cada nó é clicável. O não-seminoma quase nunca vem com um tipo só. células germinativas (95%) Seminomatoso mais comum · tende a puro Não-seminomatoso tende a misto → carcinoma embrionário coriocarcinoma teratoma saco vitelínico no mesmo tumor
Clique num nó

O ramo teal (seminoma) tende a puro; o ramo coral (não-seminoma) reúne as quatro folhas que se combinam no mesmo tumor. Toque cada uma para entender o "misto".

Microscopia com coloração hematoxilina-eosina de seminoma clássico: células germinativas de citoplasma claro em ninhos, separadas por septos com infiltrado linfocitário.
Achado: seminoma clássico em coloração HE — ninhos de células germinativas uniformes de citoplasma claro, separados por septos com infiltrado linfocitário. Mattopaedia, via Wikimedia Commons. CC BY-SA 3.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. Sobre os tumores germinativos não-seminomatosos, é correto afirmar:

  2. O subtipo seminomatoso é o mais comum entre os tumores de células germinativas.

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IndolorEndurecida · bem delimitadaGinecomastia ~2%
Caso de abertura

Homem de 24 anos. No banho, percebe um caroço no testículo. Não dói. Acha que é da pancada que levou no futebol há uns 40 dias. Demora a procurar o médico. Quando procura, o urologista palpa uma massa endurecida, bem delimitada, que não dói. Guarde esse paciente — cada detalhe dele é gabarito.

A massa testicular indolor

O achado-mãe: massa endurecida e indolor

Some idade jovem, criptorquidia e a clínica certa e, em prova, acabou: é câncer de testículo, praticamente 100% das vezes. E a clínica central tem nome único — massa testicular indolor. O paciente costuma achar sozinho, tomando banho, ou um parceiro percebe durante o ato sexual; às vezes ele liga a um trauma antigo ("uma pancada no futebol há 40 dias"). Esse intervalo de semanas é proposital no enunciado: já passou tempo suficiente para afastar causas agudas. Ao exame bimanual, a massa é endurecida, muito bem delimitada e absolutamente indolor. Pode doer na vida real (infarto intratumoral, sangramento com compressão), mas dor não cai na prova — seria pegadinha maldosa demais frente aos diferenciais.

Os sinais que acompanham (hidrocele, peso, ginecomastia)

Em volta da massa, alguns achados secundários. Se o tumor cresce muito, pode surgir hidrocele associada, ou um peso/desconforto escrotal — sinais menos específicos. E há um achado elegante que a banca às vezes planta: a ginecomastia, presente em cerca de 2% dos casos, consequência do β-hCG produzido pelo tumor. Homem de 20–40 anos, criptorquidia, massa indolor e ginecomastia — esse conjunto fecha o raciocínio. Já dor abdominal ou lombar é raríssima no início e fala de metástase; a metástase ao diagnóstico aparece em 10–15% dos casos (até 30% em algumas séries), mas não é o cenário clássico.

A massa que se acha no banho. Endurecida, bem delimitada e — o detalhe que define tudo — indolor. Em volta dela, os sinais que acompanham. Clique, toque ou foque cada achado.
Achados do exame bimanual de uma massa testicular Corte esquemático do testículo na bolsa escrotal. Dentro do parênquima, uma massa sólida bem delimitada, marcada como endurecida e indolor. Um halo de líquido ao redor representa a hidrocele que pode surgir se o tumor cresce. Ao lado, um ícone de mama indica a ginecomastia ligada ao beta-hCG. Cada achado é clicável. Massa endurecida e indolor — na prova, é câncer. testículo · exame bimanual líquido (hidrocele) endurecida indolor ginecomastia (beta-hCG · ~2%)
Clique num achado

A massa central (endurecida, indolor) é o que fecha o diagnóstico; o halo e a ginecomastia são os sinais que acompanham. Toque cada um para o detalhe.

Peça macroscópica de tumor testicular: massa sólida volumosa substituindo o parênquima do testículo, em homem jovem.
Achado: tumor de células germinativas misto — massa testicular sólida volumosa que substitui o parênquima, em homem jovem que conviveu meses com a lesão. Case courtesy of Ed Uthman, MD, via Wikimedia Commons. CC BY 2.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. A apresentação clínica clássica do câncer de testículo em prova é:

  2. A ginecomastia pode acompanhar o câncer de testículo e decorre da produção de β-hCG pelo tumor.

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Canal inguinalRetroperitônioSupraclavicular

Se o tumor de testículo vai se espalhar, por onde ele sobe primeiro — e por que isso muda onde eu procuro linfonodo?

Exame físico e a disseminação

O que o exame físico procura

O exame físico confirma a clínica. Procuro a massa testicular endurecida no exame bimanual, depois de já ter levantado a probabilidade pré-teste na anamnese (criptorquidia, história familiar). Em quadros avançados, posso achar massa abdominal palpável e linfadenopatia inguinal. E há a ginecomastia, sinal que o paciente pode manifestar — nem sempre por câncer, mas aqui entra como pista.

A rota da metástase: canal inguinal → retroperitônio → supraclavicular

O grande temor do tumor de testículo é por onde ele se espalha: pelo canal inguinal. É por ali que ele sobe. Daí drena para os linfonodos retroperitoneais e, em quadro super avançado, alcança os linfonodos supraclaviculares. Adenopatia supraclavicular em prova de acesso direto é rara — mas saber a rota explica duas coisas: por que a cirurgia respeita o canal inguinal (e nunca a via escrotal) e por que a TC de abdome é o exame de estadiamento quando há suspeita de metástase. Dor abdominal/lombar nesse paciente acende o alerta de doença retroperitoneal.

A rota de subida. O tumor não dissemina pela pele do escroto — sobe pelo canal inguinal até o retroperitônio e, em casos avançados, ao supraclavicular. Clique, toque ou foque cada estação.
Rota de disseminação linfática do câncer de testículo Quatro estações empilhadas de baixo para cima, ligadas por uma linha de drenagem ascendente com setas: testículo na base, canal inguinal logo acima, linfonodos retroperitoneais ao centro e linfonodos supraclaviculares no topo. A cor escurece conforme sobe, indicando doença mais avançada. Cada estação é clicável. Sobe pelo canal inguinal — não pela pele do escroto. Testículo massa endurecida (origem) Canal inguinal a via de subida Retroperitônio 1º destino · TC de abdome Supraclavicular só em doença avançada retroperitônio → drenagem da gônada · inguinal superficial → drenagem da pele
Clique numa estação

A linha sobe do testículo (teal) ao supraclavicular (vermelho). Toque cada estação para ver o que significa achar massa ou adenopatia ali — e por que a TC mira o retroperitônio.

Tomografia de abdome com contraste: linfonodos retroperitoneais aumentados (cerca de 26 e 13 mm), metástase de tumor germinativo testicular — o nível para onde o tumor drena pelo canal inguinal.
Achado: TC de abdome com linfonodos retroperitoneais aumentados (cerca de 26 e 13 mm), metástase de tumor germinativo. Observe que a doença subiu do escroto até o retroperitônio — é o destino exato da rota inguinal que a página ensina, e o motivo de a TC de abdome ser o exame que mira esse nível. Shahrokh S et al., Cureus 2022;14(7):e26776, via PMC. CC BY 4.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. A principal via de disseminação linfática do câncer de testículo leva primeiro aos linfonodos:

  2. O câncer de testículo dissemina-se preferencialmente pelo canal inguinal.

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HipoecogênicaHeterogênea (carne de peixe)Doppler · bilateral

Ultrassom: hipoecogênico e heterogêneo

Por que não retardar: tempo é testículo

A conduta inicial tem uma regra de ferro: nunca retardar o diagnóstico. Não se fica esperando o ultrassonografista chegar numa cidade pequena. Se o exame está disponível, ótimo — faz-se. Se não está, parte-se direto para o tratamento. Perder tempo é aumentar o risco de metástase. Por isso a propedêutica é enxuta e rápida: exame físico, ultrassonografia e marcadores tumorais — e cirurgia logo em seguida.

O que a USG mostra

A USG do tumor de testículo é clássica: uma lesão muito bem delimitada, hipoecogênica (escura, pouca ecogenicidade) e heterogênea — aquele aspecto "esquisitão" que lembra carne de peixe quando se abre a peça. Diferente da imagem calcificada e brilhante de um cálculo (litíase). E faz-se idealmente com Doppler, porque o aumento da vascularização também fala a favor de câncer. A USG é de bolsa escrotal/testicular bilateral — sempre se avalia o contralateral. Se a prova descreve "lesão bem delimitada, hipoecogênica e heterogênea", o diagnóstico está dado.

O ultrassom clássico. Lesão bem delimitada, escura (hipoecogênica) e de textura "esquisita" (heterogênea) — a tal "carne de peixe" — com vascularização ao Doppler. Clique, toque ou foque cada característica.
Aspecto ultrassonográfico do tumor de testículo Campo ultrassonográfico estilizado, com fundo escuro e escala de profundidade. No parênquima testicular, uma lesão bem delimitada, hipoecogênica (mais escura que o tecido), de textura heterogênea granular, lembrando carne de peixe. Ao redor, traços de Doppler indicam aumento da vascularização. Cada característica é clicável. "Carne de peixe": escura, heterogênea, bem delimitada. parênquima testicular hipoecogênica heterogênea bem delimitada Doppler: ↑ vascularização
Clique numa característica

A lesão é escura, de textura granular e bem delimitada, com fluxo ao Doppler. Toque cada elemento para a leitura — e para a diferença em relação a cálculo e cisto.

Ultrassonografia escrotal: nódulo intratesticular hipoecogênico e bem delimitado no testículo esquerdo, compatível com tumor germinativo.
Achado: nódulo intratesticular hipoecogênico e bem delimitado à USG escrotal — o aspecto que, descrito no enunciado, já entrega o diagnóstico. Jmarchn, via Wikimedia Commons. CC BY-SA 3.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. O achado ultrassonográfico clássico do tumor de testículo é uma lesão:

  2. Se o ultrassom não estiver prontamente disponível, justifica-se retardar o tratamento até realizá-lo.

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AFP só não-seminomaβ-hCG pode em ambosLDH inespecífico

Os três marcadores tumorais

AFP: a régua que separa os subtipos

Na avaliação inicial, pedem-se sempre os marcadores tumorais. O primeiro é a alfafetoproteína (AFP). Regra que não falha: a AFP está presente só nos tumores germinativos não-seminomatosos — em 60% a 80% deles — e nunca no seminoma. Então AFP elevada já diz que não é seminoma puro. Essa é a âncora dos marcadores.

β-hCG e LDH: cuidado com as exceções

O segundo é o β-hCG. Também mais comum no não-seminomatoso (20% a 40% dos casos), mas — atenção — pode estar presente no seminoma em até 15%. Ou seja: β-hCG não separa os subtipos como a AFP separa. O terceiro é a LDH, menos útil: aparece nos dois subtipos e é inespecífica (sobe em muitas outras situações). Serve mais para volume tumoral do que para definir tipo.

Pré e pós-op: a leitura prognóstica

E o uso mais importante dos marcadores é prognóstico. Comparam-se pré e pós-operatório. O ideal é que caiam (remissão) após a orquiectomia. Marcador que se mantém muito elevado depois da cirurgia — AFP ou β-hCG — fala a favor de mau prognóstico e de doença residual/metástase. Marcador já muito alto no pré-op também pesa contra. É essa leitura que dispara o estadiamento por imagem mais adiante.

O filtro dos marcadores. A AFP separa (nunca no seminoma); o beta-hCG não separa (pode nos dois); a LDH não decide nada sozinha. Clique, toque ou foque cada célula da matriz.
Matriz dos marcadores tumorais por subtipo de tumor germinativo Tabela de três linhas — alfafetoproteína, beta-hCG e LDH — por duas colunas — seminoma e não-seminoma. A célula AFP no seminoma está marcada como ausente, zero por cento, em vermelho. A célula beta-hCG no seminoma, em âmbar, indica que pode estar presente em até quinze por cento. As demais células trazem as faixas percentuais. Cada célula é clicável. AFP nunca no seminoma. β-hCG pode em ambos. LDH não decide. Seminoma Não-seminoma AFP β-hCG LDH 0% — nunca ausente no seminoma 60–80% presente até 15% pode — não exclui 20–40% mais comum aqui inespecífica nos dois subtipos marca volume, não tipo Leitura prognóstica: pré × pós-op · marcador que se mantém elevado após a cirurgia = doença residual / metástase.
Clique numa célula

A célula vermelha (AFP × seminoma) é a âncora: AFP alta exclui seminoma puro. A âmbar (β-hCG × seminoma) é a pegadinha. Toque cada uma para o percentual e a regra.

Microscopia (HE) de tumor do saco vitelínico do testículo — o componente germinativo não-seminomatoso que produz alfafetoproteína (AFP).
Achado: histologia (HE) de tumor do saco vitelínico, o componente germinativo não-seminomatoso que secreta AFP. É a fonte biológica do marcador: ver de onde a alfafetoproteína nasce explica por que ela jamais aparece no seminoma puro e por isso separa os subtipos. Yale Rosen, via Wikimedia Commons. CC BY-SA 2.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. Qual marcador, quando elevado, exclui o diagnóstico de seminoma puro?

  2. O β-hCG pode estar elevado tanto em tumores não-seminomatosos quanto em seminomas.

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Via inguinal (alta)Testículo + cordãoEscrotal = semeia metástase

"É um nódulo no testículo, faço a incisão direto na bolsa escrotal."

Esse é o erro que mata: manipular o tumor pela bolsa pode disseminar e aumentar a incidência de metástase. A via é inguinal, alta, clampeando o cordão antes de tocar no tumor.

Orquiectomia inguinal radical

A cirurgia padrão e por que pela via inguinal

A conduta-rainha — a que decide 80% das questões — é a orquiectomia inguinal radical: retirada do testículo junto com o cordão espermático, na altura do anel inguinal interno. A cura é altíssima: 80% a 90% dos casos. O acesso é por inguinotomia: pesca-se o cordão espermático, clampeia primeiro, antes mesmo de manipular muito o tumor, justamente para minimizar a chance de semear metástase.

O erro fatal: a via escrotal

Por que não fazer pela bolsa escrotal? Porque a manipulação do tumor pela via escrotal pode aumentar muito a incidência de metástase — e ainda contamina uma drenagem linfática diferente (a da pele escrotal, inguinal superficial), bagunçando o estadiamento. Por isso o acesso é sempre inguinal. É um item que a banca adora cravar: "tratamento inicial = orquiectomia inguinal radical com remoção do testículo e do cordão espermático" — e a alternativa errada é a que propõe incisão escrotal.

A exceção controversa: orquiectomia parcial

E a orquiectomia parcial? Existe, mas é altamente controversa e raríssima em prova de acesso direto. Só se aventa em situações específicas: tumores muito pequenos, testículo solitário ou tumores bilaterais. Fora disso, não aparece — a resposta é a inguinal radical.

Duas vias, um único certo. À esquerda, a inguinal: alta, clampeia o cordão antes de manipular. À direita, a escrotal: viola a bolsa e semeia o tumor. Clique, toque ou foque cada elemento.
Via inguinal versus via escrotal na orquiectomia Comparação de duas técnicas. À esquerda, a orquiectomia inguinal radical: incisão alta na virilha, no anel inguinal interno, com clampe do cordão espermático antes de manipular o tumor, marcada como correta em verde. À direita, a via escrotal: incisão na bolsa, mostrando partículas de tumor que se disseminam pela drenagem da pele, marcada como proibida em vermelho. Cada elemento é clicável. A via é inguinal. Pela bolsa, o tumor semeia. Via inguinal radical ✓ anel inguinal interno clampe testículo cura 80–90% Via escrotal ✗ incisão escrotal semeia para a drenagem da pele
Clique num elemento

À esquerda, em verde, a via inguinal e seus passos protetores; à direita, em vermelho, a escrotal e por que ela semeia. Toque cada elemento para o detalhe técnico.

Peça de orquiectomia inguinal radical: testículo seccionado substituído por seminoma sólido e homogêneo, medindo cerca de 7 cm.
Achado: peça de orquiectomia inguinal radical de homem de 27 anos — testículo seccionado substituído por seminoma sólido e homogêneo de cerca de 7 cm. Case courtesy of Ed Uthman, MD, via Wikimedia Commons. CC BY 2.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. O tratamento inicial padrão de um tumor testicular suspeito é:

  2. A orquiectomia pode ser realizada por via escrotal, desde que com técnica cuidadosa.

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Cura 80–90%CisplatinaMetástase ≠ óbito

A orquiectomia inguinal radical cura 80% a 90% dos casos. E quando há metástase, este tumor não é atestado de óbito — a quimioterapia à base de cisplatina muda o jogo.

Prognóstico e a cisplatina

Um tumor de altíssima cura

Vale fixar o tom otimista deste tumor: a cura é muito alta, 80% a 90% com a orquiectomia inguinal radical nos casos localizados. É um dos cânceres sólidos de melhor prognóstico justamente porque a cirurgia resolve a maioria e o seguimento por marcador pega cedo quem recidiva.

Metástase com boa resposta à cisplatina

E mesmo na metástase o paciente tem chance real. A quimioterapia à base de cisplatina tem ótima resposta no câncer de testículo — a ponto de transformar o prognóstico de doença disseminada. A USP já cobrou isso em acesso direto: diante de metástase, lembrar que cisplatina não deixa o paciente sem opção. Metástase aqui não é sinônimo de óbito.

Um câncer que se cura. Localizado, a cirurgia resolve 80 a 90%. Metastático, a cisplatina puxa o prognóstico de volta para o campo curável. Clique, toque ou foque cada cenário.
Prognóstico do câncer de testículo: localizado e metastático Dois cenários. À esquerda, doença localizada tratada com orquiectomia inguinal radical, com cura de 80 a 90 por cento, em verde. À direita, doença metastática: a expectativa intuitiva de óbito é corrigida por uma seta de resgate da quimioterapia à base de cisplatina, que devolve o prognóstico ao campo curável. Cada cenário é clicável. Mesmo com metástase, este tumor não é atestado de óbito. CAMPO CURÁVEL campo sombrio 80–90% cura localizado · orquiectomia metástase reflexo: óbito? + cisplatina ainda curável
Clique num cenário

A barra verde (localizado) já está no campo curável; a vermelha (metástase) é puxada de volta pela seta da cisplatina. Toque cada elemento para o porquê.

Cristais de cisplatina, o quimioterápico de base que torna o tumor germinativo metastático ainda curável.
Achado: cristais de cisplatina, o quimioterápico de base à platina. Não é uma curva de sobrevida — é o fármaco em si, ancorando o conceito da página: o tumor germinativo é um dos sólidos mais quimiossensíveis, e é a cisplatina que transforma a metástase em doença ainda curável, sustentando os 80–90% de cura. Larry Ostby, National Cancer Institute (NCI Visuals Online), via Wikimedia Commons. Domínio público. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. Diante de câncer de testículo com metástase, a conduta que melhora substancialmente o prognóstico é:

  2. O câncer de testículo localizado tem alta taxa de cura com a orquiectomia inguinal radical.

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Estadia após cirurgiaMarcador pós-opTC abdome se mantido

Por que, no câncer de testículo, o estadiamento por imagem costuma vir depois da cirurgia — e não antes?

Estadiamento: por que vem depois

Por que estadiar depois de operar

Aqui o tempo inverte a lógica habitual. Como não se pode perder tempo, a avaliação inicial é enxuta — USG + marcadores — e já se agenda a orquiectomia inguinal radical. O estadiamento vem depois da cirurgia. Operar não é "tchau e bença": o paciente segue em acompanhamento, sobretudo com dosagem de marcador tumoral pós-operatório. Se o marcador caiu como esperado, ótimo. Se não caiu, isso muda a investigação.

O que dispara a imagem (e qual imagem)

O que dispara a imagem de estadiamento é a suspeita de metástase — tipicamente o marcador que se manteve elevado após a cirurgia, ou o paciente que conviveu com a lesão por muito tempo antes de procurar ajuda. Nesse cenário, faz-se TC de abdome total com contraste (o retroperitônio é o alvo da drenagem). A TC/radiografia de tórax fica para casos selecionados, também guiada por elevação mantida de marcador. Em prova de acesso direto, o estadiamento detalhado raramente cai — mas a sequência "opera → mede marcador → se mantido, imagem" é o que se espera que você saiba.

A ordem invertida. Opera primeiro; o marcador pós-op decide o resto. Caiu, acompanha. Manteve, TC de abdome. Clique, toque ou foque cada decisão.
Sequência de estadiamento após a orquiectomia Linha do tempo horizontal. Começa na orquiectomia inguinal radical, segue para a dosagem do marcador tumoral no pós-operatório e bifurca: se o marcador caiu, o ramo superior em verde leva ao acompanhamento; se o marcador se manteve elevado, o ramo inferior em coral leva à tomografia de abdome com contraste e, em casos selecionados, do tórax. Cada nó é clicável. Opera primeiro. O marcador pós-op decide o estadiamento. orquiec- tomia 1º passo marcador? pós-op caiu → acompanha marcador seriado manteve → TC abdome + tórax se indicado Avaliação inicial = USG + marcador (rápido). Estadiamento = depois, guiado pelo marcador pós-op.
Clique numa decisão

O trilho parte da cirurgia, passa pelo losango do marcador e bifurca: verde (caiu, acompanha) ou coral (manteve, TC de abdome). Toque cada nó para a conduta.

Tomografia de abdome com contraste: linfadenopatia retroperitoneal de seminoma testicular envolvendo a aorta — o achado que a TC de estadiamento busca quando o marcador não cai.
Achado: TC de abdome com linfadenopatia retroperitoneal peri-aórtica de seminoma. É exatamente o que a TC de estadiamento procura quando o marcador pós-operatório não cai: a massa de partes moles em volta da aorta confirma a doença residual e fecha o algoritmo "opera primeiro, estadia depois". Jmarchn, via Wikimedia Commons. CC BY-SA 3.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. O principal achado que indica TC de abdome com contraste para estadiamento no pós-operatório é:

  2. No câncer de testículo, o estadiamento por imagem costuma preceder a orquiectomia.

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Torção: dor agudaOrquiepididimite: febre · PrehnRetrátil ≠ risco

Diagnósticos diferenciais

O que dói: torção e orquiepididimite

Os diferenciais que a banca arma giram em torno da dor — exatamente o que o câncer não tem. A torção testicular é dor muito aguda, de início súbito, com outros sinais — uma emergência. A orquiepididimite é um quadro inflamatório/infeccioso: dor, podendo vir com febre e manifestações sistêmicas, e com sinal de Prehn positivo (a dor alivia ao elevar o testículo). Se o enunciado descreve dor, febre ou alívio à elevação, o caminho não é câncer.

A pegadinha do testículo retrátil

E a armadilha mais elegante: o testículo retrátil. Ele desce e sobe, é extremamente benigno e não é fator de risco para câncer de testículo. Não confunda com a criptorquidia (o testículo que não desceu e fica retido), que é o grande fator de risco. A banca troca um pelo outro para ver quem decorou sem entender. Hérnia inguinal na infância e testículo retrátil não são fatores de risco; criptorquidia é.

O que dói não é câncer. Torção e orquiepididimite doem; o tumor não. E a armadilha final: criptorquidia é fator de risco, testículo retrátil não é. Clique, toque ou foque cada coluna.
Diagnósticos diferenciais do câncer de testículo Três colunas comparativas: torção testicular com dor aguda súbita, orquiepididimite com dor inflamatória, febre e sinal de Prehn positivo, e tumor com massa indolor. Apenas o tumor é indolor, marcado em verde; os dois que doem em coral e âmbar. Abaixo, um contraste entre criptorquidia, que é fator de risco, e testículo retrátil, que não é. Cada coluna é clicável. Se o enunciado enfatiza dor, ele te empurra para fora do câncer. Torção dor: AGUDA, súbita início: minutos febre: não emergência DÓI ✗ Orquiepididimite dor: inflamatória início: dias febre: SIM Prehn + DÓI ✗ Tumor dor: INDOLOR início: semanas febre: não Prehn: não NÃO DÓI ✓ Criptorquidia não desceu → FATOR (4–6×) Testículo retrátil desce e sobe → benigno, não é fator
Clique numa coluna

Duas colunas doem (torção, orquiepididimite); só o tumor é indolor (verde). A faixa de baixo separa criptorquidia (fator) de testículo retrátil (não-fator). Toque cada uma.

Ultrassonografia escrotal de torção testicular: dentro da caixa de Doppler colorido, ausência de fluxo no testículo — o oposto da vascularização aumentada do tumor.
Achado: USG escrotal com Doppler de torção testicular — dentro da caixa colorida, ausência de fluxo intratesticular. É o contraponto do tumor (que é vascularizado ao Doppler): o diferencial que dói e que a banca usa para desviar do câncer mostra exatamente o sinal oposto na imagem. Chee-Wai Mak & Wen-Sheng Tzeng (2012), via Wikimedia Commons. CC BY 3.0. Ver fonte.

Quiz — fixação

  1. Qual condição NÃO é fator de risco para câncer de testículo?

  2. Dor escrotal aguda com alívio à elevação do testículo (Prehn positivo) sugere câncer de testículo.

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USG + marcadorOrquiectomia inguinalEstadia depois
Confira se você consegue, sem reabrir as páginas:
  • Reconhecer o gatilho (homem 20–40 anos, criptorquidia, massa indolor)
  • Recitar a conduta inicial: USG + marcadores → orquiectomia inguinal radical
  • Dizer por que a via escrotal é proibida
  • Separar AFP (nunca no seminoma) de β-hCG (pode em ambos)
  • Explicar por que o estadiamento vem depois e o que dispara a TC de abdome
  • Distinguir os diferenciais que doem (torção, orquiepididimite) e a pegadinha do testículo retrátil

Fechamento: a conduta que decide tudo

A questão que sintetiza tudo

Tudo converge para uma pergunta de conduta: diante de homem jovem com massa testicular indolor e criptorquidia, o que faço? USG (bilateral, com Doppler) + marcadores tumorais → orquiectomia inguinal radical, sem demora. O estadiamento vem depois, guiado pelo marcador pós-op. Essa sequência resolve 80% das questões. O resto — subtipo, marcador, prognóstico — orbita em torno dela.

A sequência que vence. Gatilho → USG + marcador → orquiectomia inguinal radical → estadiamento depois. Os dois selos são as questões reais. Clique, toque ou foque cada marco.
Sequência de conduta no câncer de testículo e as questões que a cobram Faixa horizontal com quatro marcos de conduta: reconhecer o gatilho clínico, fazer ultrassonografia mais marcadores, realizar a orquiectomia inguinal radical e estadiar depois. Acima e abaixo, dois selos de prova representam as questões reais da USP de Ribeirão Preto e do Ministério Público do Paraná, abrindo o raciocínio resumido de cada uma. Cada elemento é clicável. Uma sequência resolve 80% das questões. gatilho clínico USG + marcador orquiectomia inguinal radical estadiar depois USP–Ribeirão Preto → USG + AFP e β-hCG MP–Paraná → orquiectomia inguinal radical
Clique num marco

A faixa verde é a conduta que vence; o marco da orquiectomia inguinal é a chave. Os dois selos âmbar são as questões reais (USP-RP, MP-PR) — toque cada um para o raciocínio resumido.

Cicatriz de orquiectomia na região inguinal — incisão na virilha, não na bolsa escrotal, marca da via inguinal radical.
Achado: cicatriz de orquiectomia na região inguinal — incisão na virilha, não na bolsa escrotal. É a assinatura física da via inguinal radical: repare que a marca fica na prega da virilha, exatamente onde a aula martela que a cirurgia deve passar (e nunca pelo escroto, que semearia o tumor). Frank Schwichtenberg, via Wikimedia Commons. CC BY-SA 4.0. Ver fonte.

Como as bancas cobram (USP-RP e MP-PR)

Veja como as bancas cobram. USP–Ribeirão Preto: homem de 22 anos, trauma escrotal leve há 40 dias, antecedente de criptorquidia, testículo aumentado, indolor, com nódulo endurecido. Suspeita e conduta? Neoplasia testicular → USG + dosagem de AFP e β-hCG. Os distratores trazem orquiepididimite e torção (que doem) e a alternativa de operar sem dosar marcador antes — quando o marcador está disponível, doso antes. MP–Paraná: a correta afirma que o tratamento inicial é a orquiectomia inguinal radical com remoção do testículo e do cordão espermático; as erradas dizem que a TC de bolsa escrotal é a investigação inicial (é a USG), que acomete a quarta década (é 20–40), que se associa a tabagismo (não há associação) e que testículo retrátil/hérnia inguinal são fatores de risco (não são — quem é fator é a criptorquidia).

Quiz — fixação

  1. Homem de 22 anos, trauma escrotal leve há 40 dias, antecedente de criptorquidia, testículo esquerdo aumentado, indolor, com nódulo endurecido. Conduta inicial mais adequada:

  2. Assinale a alternativa CORRETA sobre o câncer de testículo: